Texto para as gravuras "Trensurb" de Lília Manfroi expostas no Zelig Bar, para homenagear Porto Alegre nos seus 240 anos. Autoria do poeta Arnaldo Sisson.
Meu porto tem circo, tem corso, tem curso,
serpente-metrô, urbano recurso, cotidiano retrô.
Vida e recheio,
freio e motor do boi de mamão,
o boi de metrô cria, constrói a estação
e cumpre o percurso.
A cobra come quem leva,
pega no olho e cega com sonhos.
Caça energia no trilho e da cara, do meio do rosto,
um farol ensurdece e ilumina a via que passa.
Exercer-se por fora é partir-se por dentro
e continuar na jornada.
Muda a estação e a essência
o trem permanece.
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